LER COM O NARIZ - O NOVO PAPEL DO PAPEL IMPRESSO
Será que o cinema mudo acabou por causa da trilha sonora? E a TV preto e branco terminou com a vinda da colorida? E o papel? Acabará por causa da informática? Serão os livros e as revistas irmãos do cinema mudo e da TV preto e branco? A resposta é não. Todos estes casos representam etapas de transição na evolução da história.
A tela fria do computador é rica em imagens e sons, porém só fala com uma parte do cérebro que decodifica signos. Racional. Ao papel foi selecionado o nobre destino de falar ao cérebro das emoções. E se além das imagens lhe for atribuído cheiro, textura, ele começa a desempenhar seu novo papel: veículo de sensações. Emoções.
A marcha inexorável da tecnologia abriu-lhe a possibilidade de ser lido com o nariz ou com a ponta dos dedos. Quanto ao velho papel só impresso, só visual, ele é sim irmão do cinema mudo e da TV preto e branco, superado perde em muito no confronto com suas novas versões, como para seus irmãos, seu destino foi selado, quando apareceu o primeiro pedaço de papel impresso com perfume nos primórdios da década de 60 do século passado. De lá para cá, crianças, jovens e adultos, quando vêem uma bela imagem impressa de uma fruta, por exemplo, não raro, passam a mão e cheiram! E abrem um grande sorriso ao constatar o aroma! Ou viram a página rapidamente se é somente o velho e sem graça papel com cara de papel. |